sábado, 21 de maio de 2011

Ushi-oni

Ushi-Oni de certa forma significa Demonio, é uma criatura que aparece no folclore do Japão. Existem vários tipos de Ushi-oni, todos eles algum tipo de monstro com um bovino, cabeça de chifres.
Oni é relacionado a personagens de inúmeros contos e lendas japonesas. Uma criatura misteriosa e por muitas vezes representada com forma humana, mas com estatura muito maior e exibindo dois chifres na cabeça. Embora alguns o vejam como um guardião do inferno, ele é um pouco diferente do diabo ou demônio imaginado pelos ocidentais. É dito que às vezes é a própria encarnação do mal, outras vezes chega a ser adorável. Ora é um monstro terrível a ser derrotado pelo herói, e outra pode até mesmo salvar a vida de um ser humano mesmo sabendo que isto lhe custará a existência. As vezes se transfigura em uma mulher, geralmente para atrair um ser humano ingênuo com o intuito de devorar-lhe a sombra, e, ou simplesmente para aproximar-se, atraído por mera curiosidade. Ele figura até mesmo nos contos infantis japoneses, e pode ser comparado com o bicho-papão ocidental. Seu papel é meter medo nas crianças para que elas não se desviem do bom caminho. Em suma, o “Oni” simboliza quase tudo o que é misterioso ou estranho.
Algumas variedades de suas descrições e lendas:O Ushi-oni é freqüentemente encontrado no folclore japonês como uma criatura aquática que mora no mar ou em lagos das montanhas. As histórias sobre ele são contadas principalmente nas regiões de Shikoku, Kinki e Chugoku. Este monstro é conhecido pelo seu temperamento feroz! Matá-lo ou cultivar algum ressentimento por ele, dizem que pode levar a pessoa à morte e propagar maldições sobre sua família.

Muitas das lendas de Ushi-oni habitando em poços e cachoeiras, são provenientes da Província de Kumano (Atualmente distritos de Nishimuro e Higashimuro). As massas de água são frequentemente chamadas de "Ushi-oni-fuchi" ou "Ushi-oni-taki".
No Vale de Mino, na Vila de Oto, dizem que existe um Ushi-oni com a cabeça de um gato, corpo bovino de cor amarela com manchas pretas, e uma cauda de dez metros de comprimento. Dizem que se uma pessoa tiver a infelicidade de apenas olhar esse monstro, pode ficar doente e chegar até mesmo vir a falecer.
Em Esumi, existe uma cachoeira que é conectada ao oceano. A lenda de Esumi conta que quando a água fica barrenta, aconselham a não ir ao lugar, o risco de esbarrar com a besta é dado como quase certo. Dizem que seus gritos podem ser ouvidos a noite em todos os dias 23 de cada mês.

Na província de Hirose na Cidade de Susami, há uma cachoeira chamada Kotonotaki. Dizem que a besta que habita o local, mata as pessoas devorando suas sombras. No entanto, o Ushi-oni ama bebida (uns dizem que gostam de sake e outros de pagu ardente), e oferecê-lo em sua homenagem nas noites de Ano Novo pode proteger uma pessoa de ter sua sombra devorada pela criatura.
A região de Uwajima na Prefeitura de Ehime, é famosa por seu desfile de carros alegóricos esculpidos com cabeças de madeira. Existem várias lendas sobre o Ushi-oni. Uma delas alega que eles veneram uma criatura morta por um arqueiro da Província de Iyo (Antigo nome da Prefeitura de Ehime), e outra que foi inventada para assustar os "Tigres do Sul" durante a guerra Imjin.

Outra famosa lenda de Ushi-oni, é contada na província de Negoro-ji, Cidade de Takamatsu, Prefeitura de Kagawa. Esse Oshi-oni tem uma forma diferenciada das demais lendas. Sua forma é descrita como sendo bípede (anda somente sobre duas patas) e cabeça de boi com dentes enormese retorcidos para fora da boca. Dizem que ele tem uma membrana entre os pulsos e axililas, como um esquilo voador. A lenda conta que foi abatido perto de um templo a cerca de 400 anos atrás por Yamada Kurando Takakiyo. Um guerreiro especialista em arco e flecha. Depois que Yamada matou o monstro, tirou seus chifres e deu para o Templo Negoro-ji, junto com uma imagem que ele pintou de si mesmo, aos quais ainda encontram-se até os dias de hoje entre os tesouros do Templo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Kojiki




Aqui vem uma tradução do livro japones mais antigo, que contem varias lendas, chamado Kojiki. Esse livro é chamado "livro nacional, guia do povo, jóia literária do Japão". Essa é a tradução feita do capitulo 1 do livro, que não tem tradução pra portugues.
Capítulo 1
Céu e terra não correspondiam a mais do que um. Tudo se resumia a uma massa disforme, que não abrigava vida e que flutuava no espaço como o faria uma alforreca no oceano. Com o tempo, a parte considerada como pura separou-se e veio a formar o céu, o que sobrava uniu-se em baixo numa massa viscosa: a Terra.

Ainda sem forma, o planeta deslocava-se lentamente no ether. Nenhum astro iluminava o céu para alem das longínquas estrelas cintilantes. Os primeiros Kamis (deuses) aparecerem espontaneamente no céu ignorando a sua proveniência.
No início apenas existiam três: Amano Minakanushi no Mikoto ("Augusto Kami do centro do universo" criador da estrela do norte), Takami Musubi no Mikoto (Augusto Kami criador das maravilhas) e Kami Musubi no Mikoto (O kami criador dos tesouros).

Mas as suas existências foram breves e desapareceram sem deixar rasto.
Depois, de um bambu nasceram dois novos kamis que conheceram um destino em todo semelhante aos três primeiros.

Novos Kamis apareceram. Sete casais mais exactamente. Muito depressa, apenas subsistiam seis, assim que os dois primeiros Kamis desapareceram por sua vez. Os casais sobreviventes decidiram instalar-se na via láctea e puseram-se logo ao trabalho, tentando criar um novo universo.

Compostos, ao último casal foi dada a tarefa mais complexa: fixar e dar forma a massa viscosa chamada Terra.

Assim, Izanagi (o macho que recebe) e Izanami (a femea que convida) dirigiram-se para a Terra equipados como uma lança de ouro e de pedras preciosas chamada Ameno Nuboko.

Os dois kamis incarnavam a perfeição física: Izanagi o barbudo de cabelo muito comprido e dotado de uma força admirável. Izanami é a mais bela mulher que se possa ver: traços delicados, seu rosto branco e na sua silhueta a elegância perfeita.
Izanagi mergulha a sua lança na Terra e começa a amassar com força. Mas tirando a sua lança uma grande gota formou uma pequena ilha no limite da agua. (Diz-se que é a ilha de Onogoro).

Os dois kamis surpresos observaram longamente a sua criação:
Seres começam a ocupar a ilha e os dois observam a sua reprodução.
Sendo puros ignoravam tudo acerca da arte do "amor".
Decidiram então acomodar-se na ilha.

Izanami vivia feliz: a sua criação era maravilhosa e ela ria. Izanagi também ria e isso acabou por despertar a atenção dos outros Kamis da via láctea.

Aproximaram-se para ver o que acontecia e encontraram-se com Izanagi e Izanami sentados numa pedra. Como poderia uma simples pedra provocar tanta alegria. Os Kamis perturbados voltaram para seus lugares respectivos.

Izanami ja não via Izanagi da mesma maneira: ela fascinada pela sua beleza, presença e força. Ela pediu-o então em casamento. Ele aceitou sem hesitar.

Tudo poderia ter sido perfeito, mas o nascimento do seu primeiro filho trouxe os primeiros problemas. Esse tinha nascido sob a forma de um horrível verme. Os dois abandonaram a abominação numa barca feita de canas de bambu.
A segunda criança foi igualmente monstruosa.

Decidiram então interrogar os Kamis. Para tal, eles deveriam voltar para o reino implantado na via láctea: Takamanohara.

O casal mais antigo explicou-lhe que o seu casamento era a fonte de infelicidade: Com efeito, apenas Izanagi podia pedir em casamento a deusa e não o contrario.
Os dois subsistiram então no lugar dos Deuses.

Porém os dois encontravam-se muito infelizes e já não se falavam.
O tempo passou e Izanami recordou a época maravilhosa do início do seu amor.

Ela correu então para regressar a sua pequena ilha. Izanagi viu-a e considerou-a tão bela e radiosa que não tardou a segui-la.

O pequeno pedaço de terra era agora vestido de um luxuoso manto de verdura. Izanagi sentia-se renascer do seu amor reencontrado e pediu Izanami em casamento.
Fez-lhe um grande sorriso e os dois voltaram a casar.

A maldição foi levantada. Os seus primeiros filhos foram primeiro ilhas: A primeira Awaji, a segunda Shikoku, Oki, Kyûshû, Tsuhima, Honshû e Hokkaido. Seis novas ilhas nasceram a seguir, seguidas por mais de 3000 pequenas ilhas.
Foi assim que nasceu o Japão chamado na altura Wakoku.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cultura Japonesa: Bakeneko

Um Bakeneko é um gato com habilidades sobrenaturais. Um gato pode virar um Bakeneko de várias maneiras:

  • Atingindo uma certa idade;
  • Sendo mantindo preso por um certo número de anos;
  • Crescendo até um certo tamanho;
  • Tendo uma cauda muito grande.

No último caso, a cauda se divide em duas e o Bakeneko é então chamado de nekomata . Essa superstição pode ter algum relacionamento com o cruzamento.

Um Bakeneko vai assombrar qualquer casa na qual ele for mantido, criando bolas de fogo fantasmagóricas, causando pesadelos, andando sobre duas pernas, mudando sua forma na de um humano, e até devorando seu próprio dono para tomar seu lugar. Quando finalmente morto, seu corpo pode ter até 1,50 metros. Ele também representa um perigo se entrar em uma sala onde haja um cadáver, acredita-se que ele reanime o corpo se pular sobre este.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cultura Japonesa: Amaterasu

"Amaterasu vivia em uma gruta, em companhia de suas criadas, que lhes teciam cotidianamente um quimono da cor do tempo. Todos os dias de manhã, ela saía para iluminar a Terra. Até o dia em que seu irmão, Susanoo, deus do Oceano jogou um cavalo esfolado nos teares das criadas tecelãs. Assustadas, elas se atropelaram, e uma delas morreu, com seu sexo furado por sua própria laçadeira. A deusa Amaterasu não apreciou a brincadeira: não gostava de cavalo cru. Zangada, recolheu-se em sua gruta e a luz desapareceu.

E o pânico foi semeado até no céu, onde viviam os deuses e as deusas, que como os humanos, também não enxergavam nada. Eles se reuniram e bolaram uma estratagema. Pediram a Uzume, a mais engraçada das deusas, que os distraísse diante da gruta fechada em que Amaterasu estava amuada. Uzume não usou de meios termos: levantando a saia, pôs-se a dançar provocantemente, exibindo suas partes íntimas com caretas irresistíveis. Estava tão divertida que os deuses desataram na gargalhada... Curiosa, Amaterasu não aguentou: entreabriu a pedra que fechava a gruta, e os deuses lhe estenderam um espelho onde ela viu uma mulher esplêndida. Surpresa, ela se adiantou. Então os deuses agarraram-na e Amaterasu saiu para sempre de sua gruta. O mundo estava salvo."

quarta-feira, 9 de março de 2011

Colaboração


Hoje vim falar duas coisas rapidamente aqui:

  1. Eu estou colaborando agora com o blog 580 Music, então quem puder, faça uma visitinha nele

2. Em abril o blog vai voltar a ser semanal e tentarei trazer mais novidades, como uma mesa de discursão de anime ou mangas. Então, seeya minna!!!!!!!!!!!!!!!!
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